• Graziela S. Teixeira

Lunação Fev/2018 com Eclipse parcial Sol


Lunação + Eclipse Parcial do Sol 15.02.2018

A Lunação deste mês é bastante especial e ganha intensidade pela ocorrência do Eclipse parcial do Sol. Até a próxima lunação de 17 de março estaremos mais fortemente sob a influência desta lunação/eclipse. Lembrando que é importante localizar onde o eclipse está acontecendo no seu mapa natal por casa e aspectos para saber se está tocando em pontos importantes, como Ascendente, Meio do Céu, Sol, Lua e Nodos Lunares.

A lunação (e eclipse) deste mês está acontecendo no eixo de casas 1x7, do Eu X Outro. A temática de relacionamento é bastante importante na vida de todos nós, sejam eles afetivos ou mesmo parcerias profissionais.

Os desafios são muitos nesta esfera da vida. Astrologicamente são casas angulares que, entre si, já causam uma tensão natural: Eu (casa 1) x Família (casa 4) X Relacionamentos (casa 7) X Profissão (casa 10).

Qual é o ponto de equilíbrio entre o eu (com minha individualidade, preferências, meu jeito de ser e fazer as coisas) e este mesmo eu quando está diante de um outro. Quais são as concessões, os acordos e os contratos que posso fazer diante de um outro? Será que estão claras as cláusulas? Será que sei claramente o que é negociável para mim e disso posso abrir mão, daquilo que é inegociável e sobre isto não há negociação?

Esta lunação está com o Nodo Norte ou Cabeça do Dragão a 14º de Leão conjunto com a Roda da Fortuna no Ascendente, que marca justamente a nossa individualidade. Um chamado para aquilo que nos faz feliz, valorizar a nossa dignidade, e saber reconhecer aquilo que nos tornam especiais e justamente por isso, diferenciados das outras pessoas. São aquelas qualidades e atributos que nos tornam seres tão únicos e singulares, o meu "jeito", a minha essência.

Na outra ponta, porém, está acontecendo o Eclipse e a Lunação, na casa 7 (Descendente), com Sol + Lua a 27º de Aquário, Mercúrio (26º Aquário) e Vênus (6º Peixes) conjunto a Netuno (13º Peixes). Vamos por partes então.

A casa 7 é o palco da vida onde encontramos o outro. Está no signo de Aquário com o Nodo Sul ou Cauda do Dragão. Logo em seguida a conjunção Sol+Lua+Mercúrio, em Aquário.

Neste eclipse é a Lua que encobre parcialmente o Sol, e a Lua sempre nos remete a um passado, memórias, origens, família, aos sentimentos e emoções. Juntando os assuntos relacionamento - passado - memórias - família, já começamos a perceber que é preciso olhar para estas questões e que peso estão tendo nas relações que estamos vivendo atualmente.

O que será que estou carregando como herança familiar nas minhas relações? O que será que tem de sentimento e emoções presas que vem de um passado? Quais aqueles sentimentos que estão guardados por tanto tempo dentro de mim e que pesam sobre o relacionamento atual?

São perguntas que Júpiter no Fundo do Céu, na casa 4 em Escorpião, tenta nos ajudar a responder. Ele garante crescimento e expansão, desde que façamos uma limpeza emocional, que possamos limpar as memórias emocionais que nos intoxicam e impedem que vivamos uma relação sadia no hoje. Memórias de outras relações e sentimentos que ficaram presos ali e também memórias que carregamos de nossa origem familiar, dos nossos ancentrais. Júpiter também representa crenças e valores e muitas vezes acatamos as crenças e valores que recebemos da família de origem como verdades absolutas e não paramos pra questionar se aquilo faz realmente sentido para nós hoje. Será que precisamos carregar ainda hoje estas crenças?

Esta parte do mapa, a casa 4 representa aquilo que é muito inconsciente, sentimentos intensos que estão guardados, crenças arraigadas que agem sobre nós sem termos conhecimento ou clareza. Tudo isto é um convite para ser revisitado nesta lunação.

Esta dinâmica do Eu x Origens familiares x Outro é sempre um cabo de guerra tenso e com potencial de gerar conflitos. Nesta lunação o cuidado é para que não tentemos impor os nossos costumes e crenças (que vem inconscientemente de nossa raíz familiar) para o outro como se esta fosse a melhor maneira de ser.

Aquário, na sombra, tende a querer impor as suas verdades sobre o outro, porque ele realmente acredita que aquilo seria o melhor para todo mundo, mas não se dá conta de que cada um é um ser único e especial, com suas diferenças e que devem ser respeitadas (lhe falta a qualidade de Leão).

Nas relações de parceria é importante dar espaço para estas diferenças tanto de individualidade como de origens familiares, mas é um grande desafio.

Logo depois encontramos Vênus conjunto com Netuno em Peixes, ainda na casa das relações. Aqui o tema é o do Amor mais elevado, da compaixão, da aceitação das diferenças e da inclusão. Estão fazendo um aspecto harmônico com Saturno na casa 5 dos prazeres, da individualidade e da essência do Ser, sugerindo que o Amor maior é construído ao longo do tempo, levando-se em consideração a tradição de cada pessoa, suas preferências e as características especiais de cada indivíduo.

O que muitas vezes acontece é que quando entramos numa relação, estando de frente para um outro, baixamos guarda da nossa essência, perdemos nossas defesas e barreiras, não colocamos limites e vamos nos dissolvendo e perdendo nossa essência a ponto de perdermos por completo a nossa identidade, não sabermos mais quem somos, do que gostamos e do que amamos, pois ficamos completamente misturados e perdidos na relação e no outro.

Para evitar que isto aconteça, o nosso lado guerreiro - Marte, que é o guardião da nossa identidade, precisa estar desperto. Marte está posicionado na casa 5 recebendo aspecto tenso de Netuno que tenta apagar os vestígios da individualidade, tudo em “nome do amor”. Mas o que é realmente o amor, senão a capacidade que temos de amor incondicionalmente o outro, incluindo todas as suas especificidades, amar por completo todas as suas partes, gostemos delas ou não?

Para reforçar esta questão de identidade temos nesta lunação um aspecto harmônico do Sol+Lua em Aquário com Urano em Áries na casa 9 (casa de identidade), reforçando a idéia da liberdade de ser quem somos como um valor humano, e em sendo livres para sermos quem somos é que podemos viver uma relação realmente igualitária, onde a presença da diversidade entre as pessoas é respeitada e valorizada.

Afinal de contas, se todos somos seres únicos e especiais, cada qual com sua singularidade, a coletividade e a sociedade é formada por estas diferenças, o que nos tornam iguais, iguais em nossas diferenças.

Beijo grande e até a próxima lunação de março.

Grazi


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